Júlia Cavalcante
O despertador do meu celular tocou às seis da manhã, mas eu já estava acordada há pelo menos uma hora, encarando o teto trabalhado em gesso daquela suíte luxuosa. O frio de Genebra tentava infiltrar pelas frestas das janelas de vidro duplo, mas o calor que me queimava vinha de dentro.
Minhas mãos tocaram meus lábios involuntariamente. Eu ainda conseguia sentir a pressão dos lábios de Lian, o gosto do uísque que ele havia bebido na sala e aquela urgência desesperada que qua