Júlia Cavalcante
O trajeto do aeroporto até o hotel foi um exercício de confusão mental para mim. Eu estava sentada no banco traseiro do carro blindado, sentindo o aquecimento do veículo lutar contra o gelo que vinha das ruas de Genebra, mas o meu verdadeiro desconforto vinha do homem ao meu lado.
Lian Bianchi estava estranho.
Não era a frieza cortante de sempre, nem o olhar predatório que me despia ou o tom autoritário que me chicoteava com ordens. Ele estava... vigilante. No avião, ele