Augusto Vilar
O silêncio do meu escritório particular, no vigésimo nono andar, é o único lugar onde o "Robô" pode realmente processar os dados sem a interferência do ruído humano. Eram três da manhã. O brilho frio do monitor era a única luz na sala, refletindo nas lentes dos meus óculos e na superfície de carvalho da mesa. Naquela noite, o sorvete com a Sabrina tinha tido o gosto da paz, mas o relatório que acabara de chegar ao meu e-mail tinha o cheiro de sangue e de justiça atrasada.
Marcelo