MIA
A luz suave da lua cheia filtrava-se pela janela entreaberta, desenhando sombras prateadas sobre o lençol amassado que repousava aos pés da cama. O quarto parecia suspenso no tempo — um santuário silencioso onde só existia o eco dos nossos corpos e o cansaço saciado entre suspiros. A brisa noturna entrava leve, trazendo consigo o cheiro da noite misturado ao perfume quente da pele dele, da minha... nossa.
Estávamos nus, entrelaçados como se nossos corpos não soubessem mais existir separados