MIA
O mundo pareceu parar por um segundo. Tudo ficou mudo, como se o som tivesse sido sugado para dentro do buraco de bala que se abriu no peito do meu pai.
— PAI! — gritei, minha voz rasgando o silêncio logo depois do estampido.
Corri até ele, ajoelhando-me no chão poeirento enquanto Vittorio se virou com um movimento rápido, sacando a arma e procurando com os olhos o atirador. Mas não havia ninguém à vista. Nada além do deserto, do céu queimando laranja, e do corpo do meu pai sangrando sob me