Diego Narrando.
O corredor do hospital tinha aquele cheiro de éter que me dava náuseas, mas nada me revirava mais o estômago do que o silêncio do médico. Eu estava sentado, com os cotovelos nos joelhos e as mãos — ainda sujas com o sangue dela — escondendo o meu rosto. O JP tentava falar comigo, mas a voz dele era apenas um zumbido distante.
Quando o médico parou na minha frente, eu não precisei que ele abrisse a boca. O olhar de pena foi o suficiente.
— Conseguimos estabilizar a Thamires, Dieg