O vidro entre nós parecia uma muralha intransponível, mas as palavras da Jhully cortavam mais do que qualquer estilhaço. Eu sentia o peso do meu ventre, o latejar da minha perna e o vazio no meu peito. Respirei fundo, deixando o choro fluir, mas sem abaixar a cabeça.
— Não adianta... — comecei, a voz embargada, mas firme. — Eu posso falar mil coisas, posso gritar a minha verdade até perder a voz, mas vocês decidiram não acreditar em mim. Eu só vim aqui para olhar na sua cara e dizer a última ve