O quarto estava mergulhado em uma penumbra densa, quebrada apenas pelo feixe pálido do luar que teimava em entrar pela fresta da cortina. Eu estava encolhida na cama, sentindo meu corpo pesado, como se a gravidade estivesse tentando me enterrar vivo naquele colchão que não era mais meu refúgio. O curativo na minha perna pulsava; uma dor física que batia no ritmo do meu desespero, como um metrônomo cruel.
Lentamente, com a mão ainda trêmula, levei os dedos até o meu ventre, ainda liso. Foi um ge