A verdade não mora mais aqui
Catarina Smith
Subimos pelo elevador no silêncio que sucede uma confissão, aquele tipo de quietude onde cada um está pesando as palavras que foram ditas. Paul estava tenso; eu, estava ardendo em franqueza. Não havia como voltar atrás.
Assim que a porta se fechou no hall impecável – mármore, luz fria, tudo que o dinheiro dele podia comprar – eu senti o arrepio de sempre. Aquele lugar era lindo e, ao mesmo tempo, estéril. Olhei para a vasta sala de estar, para a