Thomas percebeu que já passava das oito da noite quando o apartamento estava finalmente em silêncio.
Sofia dormia.
Não um sono profundo, mas tranquilo o suficiente para que a respiração estivesse mais regular, o rosto menos tenso. Ele tinha esperado aquele momento com atenção quase excessiva — observando cada mudança, cada sinal de melhora, como se o corpo dela ainda pudesse traí-la a qualquer instante.
Ajudou-a a deitar com cuidado.
Ajustou o travesseiro.
Deixou a água, os remédios e o celular ao alcance da mão.
— Descansa. — murmurou, mesmo sabendo que ela já não ouvia.
Ficou ali por alguns minutos, apenas observando. Como se quisesse memorizar aquele instante em que ela estava vulnerável… e ainda assim forte.
Depois, levantou-se.
A cozinha estava um caos silencioso: panela, colher, restos de legumes, o cheiro da sopa ainda quente no ar. Thomas lavou tudo com calma, como se cada movimento fosse uma forma de manter o controle do que sentia.
Separou uma porção da