NÃO ERA PARA DAR ERRADO
O apartamento estava escuro.
Só a luz da tela iluminava o rosto de Antônio.
Ele estava sentado na poltrona, a perna cruzada, o charuto queimando lento entre os dedos.
O homem ao lado dele — um dos seus — aproximou-se e entregou o celular.
Antônio colocou o celular no ouvido.
Ouviu.
— Ok. — murmurou, e desligou.
Sem pressa, digitou outro número.
Chamou.
A ligação atendeu na segunda vez.
— Pegue a outra mulher. — disse, sem elevar o tom. — Corte o dedo