Nathália terminou de ler a última linha com a respiração presa.
Os dedos ainda seguravam o papel com cuidado demais.
Como se a carta pudesse se desmanchar.
Como se fosse algo vivo.
As lágrimas caíram antes que ela percebesse.
Uma.
Depois outra.
Pingaram no papel.
Ela levou a mão à boca, tentando abafar o som que queria escapar do peito.
Não era um choro escandaloso.
Era aquele que vem de dentro.
Silencioso.
Dolorido.
Bonito.
Porque não machucava.
Acolhia.
Ela enx