A Encomenda.
Do lado de fora do prédio antigo, a sirene cortava a madrugada como uma lâmina. As luzes vermelhas e azuis refletiam nas janelas sujas, espalhando o alerta por todo o quarteirão.
No último andar, o homem que guardava a caixa acordou sobressaltado. O coração disparou como tambor.
Ainda meio atordoado, correu até a janela, afastando a cortina com brutalidade.
Do alto, viu as viaturas cercando o prédio, os faróis acesos, os homens saindo rápido dos carros, armas já em mãos.
— Me