Culpa e perdão
O quarto branco guardava um silêncio quase sagrado. Eloise estava sentada ao lado da cama, com a tigela de sopa nas mãos, ajudando o pai a cada colherada lenta. O coração dela ainda carregava preocupação, mas havia também alívio — ele estava acordado.
Carlos parecia melhor. Fraco, sim, mas os olhos estavam abertos, atentos, a respiração mais ritmada. Os lábios se moveram devagar.
— Obrigado… minha menina. — Murmúrio rouco
Eloise deixou escapar um soluço, as lágrimas desli