O som dos nossos saltos no mármore do hall principal parecia o tique-taque de uma bomba-relógio. Caminhamos lado a lado, um silêncio que só era quebrado pelo eco das nossas passadas. Beatrice caminhava com uma leveza que me irritava. Quando as portas pesadas da garagem se abriram, o ar esfriou alguns graus. O cheiro de couro, cera automotiva e combustível pairava no ambiente vasto, onde a coleção de carros da família Castellani repousava como feras adormecidas sob as luzes fluorescentes.
O moto