— É… claro, Beatrice. Pode, sim.
Minha voz vacilou no meio da frase, como se o próprio corpo tentasse me alertar do erro que eu acabara de cometer. Senti o calor subir pelo pescoço e se espalhar pelo rosto numa onda rápida e humilhante. Sob a mesa, meus dedos amassaram o guardanapo de linho até ele perder qualquer dignidade, transformando-se em um nó branco de ansiedade.
Forcei um sorriso, aquele mesmo que eu usava em reuniões de crise quando tudo estava desmoronando e ninguém podia perceber. S