A lembrança da noite anterior vinha em flashes desconexos: o pedido de namoro no meio da festa, a conversa estranha com Vittorio, o jeito como tudo tinha acontecido rápido demais. Intenso demais. Como se eu tivesse sido puxada para dentro de um vendaval e agora tentasse respirar no intervalo entre uma rajada e outra.
Levantei devagar, sentindo o corpo inteiro reclamar — uma dor boa. O quarto ainda estava mergulhado numa penumbra confortável por conta das cortinas, o lençol bagunçado denunciando que a noite tinha sido tudo, menos contida.
O celular vibrou sobre a mesinha.
Lis.
Sorri antes mesmo de atender.
— Finalmente! — ela praticamente gritou. — Como assim minha melhor amiga agora é a namorada oficial do CEO da Castellani?!
— Feliz Natal pra você também — respondi rindo, passando a mão pelo cabelo ainda desalinhado.
— Pode pular as formalidades e começar de onde interessa — ela rebateu. — Pedido de namoro na festa? Com plateia?
— Exatamente assim.
— Meu Deus do céu… — ela su