Capítulo 32
As palavras de Vittorio ainda reverberavam na minha cabeça, misturadas ao brilho dos lustres e aos olhares curiosos que iam e vinham pelo salão.

Lorenzo se aproximou devagar. Parou ao meu lado e inclinou o rosto até perto do meu ouvido.

— O que foi? — perguntou, em voz baixa.

— Nada… — menti, forçando um sorriso. — Só tô um pouco sem jeito.

Ele se afastou o suficiente para me olhar de verdade, se inclinando no balcão do bar.

— Sem jeito?

Olhei para minhas mãos, diminuindo o tom.

— Com esses olhares todos… — confessei. — Sei que deve ser impressão minha, mas parece que o salão inteiro tá me avaliando.

O olhar dele mudou, mas não havia irritação ali.

— Então vem cá.

Antes que eu pudesse entender, ele entrelaçou nossos dedos e me puxou pelo salão. A música pareceu crescer de repente — ou talvez fosse só o coração batendo alto demais dentro do meu peito.

— Lorenzo, o que você tá fazendo? — sussurrei, um riso nervoso preso na garganta.

Ele parou no centro, virou-se para mim e s
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