Do lado de fora do Hotel Palazzo, a luz da cidade parecia mais nítida, refletida na fachada de vidro e mármore.
Lorenzo me ofereceu a mão para entrar. Eu a segurei, mesmo sentindo o suor frio começar a se formar entre nossos dedos.
Por fora, eu estava pronta. Por dentro, era um caos silencioso.
O saguão parecia uma pintura viva. Lustres de cristal derramavam luz dourada sobre o piso claro, arranjos de lírios e rosas brancas espalhavam um perfume delicado, quase etéreo. E o som suave de um piano preenchia o ambiente, mas para mim tudo parecia distante, como se eu estivesse alguns segundos atrasada em relação ao mundo.
Cada passo ao lado de Lorenzo ecoava alto demais.
Eu sentia os olhares. Muitos. Nenhum abertamente hostil, mas atentos. Curiosos. Como se tentassem entender quem era a mulher que caminhava ao lado de um Castellani.
Ele passou o braço pela minha cintura e se inclinou até meu ouvido.
— Ei… respira. É só uma festa.
Só uma festa. Pra ele, talvez.
Enquanto ele cumprim