O que começou como um momento romântico foi se intensificando, um desejo súbito crescendo dentro de mim, mais carnal do que nunca. De uma forma que há anos eu não sentia – desde aqueles dias distantes em que o toque de alguém ainda me fazia vibrar, antes de a vida me endurecer com suas decepções. Agora, com ele, tudo parecia renascer.
— Você ainda não me mostrou onde vamos dormir — murmurei, ofegante, me afastando rapidamente.
Seus olhos brilharam, e um sorriso lento e sedutor surgiu em seu rosto.
— Que não seja por isso — disse, erguendo-me do chão como se eu não pesasse nada.
Entramos no quarto pela varanda. Nossas malas já estavam lá, perfeitamente organizadas ao lado da cama.
Ele me colocou sobre o colchão e me beijou novamente. Estávamos grudados, o calor dos corpos misturado ao cheiro salgado da pele e aos pés sujos de areia da praia.
Ele afastou o rosto, com aquele tom prático e sexy que só ele tinha:
— Acho que precisamos de um banho — disse, arqueando uma sobrancelha e