Pisquei algumas vezes, tentando lembrar onde estava, até que o cheiro suave das flores frescas na mesa de cabeceira voltou como um lembrete carinhoso da noite anterior. Ao lado do arranjo, um bilhete dobrado me esperava. Ainda meio enroscada no lençol, estiquei a mão e puxei o papel.
Um bonequinho de palito, cabelo bagunçado e um “Zzzz” gigante saindo da boca. A letra dele no canto:
“Não sou artista como você, mas tentei.
Bom dia, dorminhoca. – L.”
O riso escapou antes que eu pudesse segurar