Eu ergui o rosto e encontrei o dele. Não havia hesitação ali. Só desejo.
E eu não conseguia mais fingir que não sentia o mesmo.
Me inclinei, busquei sua boca, e o beijo aconteceu como se estivéssemos segurando isso há semanas. Intenso. Quente. Profundo. Um encontro bruto e ao mesmo tempo cheio de cuidado, como se fosse o tipo de coisa que acontece quando duas pessoas passam muito tempo tentando não se tocar.
A mão dele deslizou até minha cintura e me puxou de um jeito que arrancou o chão dos meus pés — literalmente — porque a outra segurou meu rosto como se temesse que eu sairia dali.
O elevador parou.
Nosso andar.
Por um segundo, pensamos em ficar ali. Eu juro que pensamos. Mas Lorenzo resolveu por nós — me puxou para cima, e minhas pernas se enroscaram ao redor da cintura dele como se tivessem uma memória própria. Ele saiu do elevador comigo no colo, sem romper o beijo, sem perder o ritmo, sem me dar tempo de respirar.
Desejo não é palavra suficiente. Era necessidade.
Com uma