A manhã estava clara, o tipo de luz que o universo usa pra anunciar que algo se alinhou.
O portão de vidro da VittaFran se abriu e, pela primeira vez em semanas, Lívia atravessou o saguão.
Os passos eram firmes, mas o coração acelerava.
Não por medo — por força.
Era o corpo reconhecendo o território de onde foi arrancada e agora voltava por mérito, não por misericórdia.
Alguns rostos se ergueram discretamente.
Uns sorriram, outros desviaram.
Mas ela andava como quem não devia nada — com o cabel