O salão privado do restaurante tinha paredes de vidro e cortinas translúcidas que deixavam ver a cidade iluminada.
O som distante da confraternização no andar de baixo ecoava como um lembrete: o mundo continuava, mas ali dentro o tempo parecia suspenso.
Camila serviu o vinho nas duas taças e sorriu, medindo cada movimento.
— Às vezes, é bom respirar fora do cargo — disse, oferecendo a taça a Rafael. — Sem atas, sem reuniões, só… pessoas.
Ele aceitou a taça com um gesto contido. — Concordo. Ma