Dois dias depois / Sexta-feira de tarde
Luna caminhava pelo corredor da faculdade com os olhos baixos, os fones no ouvido tocando uma playlist suave. Seus dedos tamborilavam contra a lateral do celular, mas nada distraía o nó que sentia no estômago desde a visita de Sophia.
Desde aquele olhar.
Ela não deveria se sentir assim. Tinha feito a escolha certa, racional: cortar o contato, seguir com a vida, proteger o que precisava ser protegido. Mas tudo nela ainda vibrava com a lembrança do pe