Narrado por Fumaça
Depois da ligação de Maitê e Bruna, pedindo para voltarem para casa, elas não deram mais notícias, deixando-nos em um vazio angustiante. O clima de tensão aumentava conforme o cerco do circo da morte de Cobra se fechava ao nosso redor. Estávamos nos preparando para uma invasão iminente, quando alguns aliados e informantes nos alertaram que Cobra havia deixado o país. Um arrepio percorreu todo o meu corpo. Lembrei-me das conexões de Cobra com os mexicanos, e uma sensação de pavor tomou conta de mim. Ele poderia estar tramando algo ainda mais perigoso. O fato de estar fora do país complicava tudo.
Era noite, por volta das 20:00 (horário do Brasil, três horas a mais no México), quando meu celular tocou com uma mensagem de Bruna. Estranhei, porque elas raramente se arriscavam a se comunicar assim.
A mensagem dizia: “Oi, Fumaça. Eu queria poder te mandar esta mensagem dizendo que está tudo bem, mas a verdade é completamente diferente. Maitê está em apuros. Eu cometi um