Layla
O ciúme não grita. Ele aperta.
— Ele sempre sai depois dos beijos? — Kaleo perguntou, sem ironia, mas com um aço por trás.
— Não é sobre você. — tentei cortar.
— Tudo sempre é sobre você… e então sobre mim. — ele corrigiu, e o olhar azul desarmou a sala.
Eu me preparei para brigar. Ele não discutiu. Apenas tirou minha mão da sua, deslizou os dedos até o meu pulso e, sem pressa, me conduziu para a sacada de vidro ao lado do salão, onde o vento tinha licença e as palavras, menos público. Nã