Layla
Se eu pudesse arrancar um pedaço da minha memória, teria escolhido aquela noite próxima ao ponto de ônibus. O beijo. A raiva. O arrepio que me perseguiu até o travesseiro.
Desde então, minhas horas são um campo de batalha: de um lado, a voz da razão dizendo que Kaleo é só um louco perigoso, um predador que gosta de ver suas vítimas tremerem, do outro, meu corpo me lembrando que eu não tremi de medo. Tremi de outra coisa.
Odeio admitir.
Na ONG, tento me distrair limpando gaiolas, cataloga