Helena estava sentada à pequena mesa da cozinha quando o celular vibrou ao lado da xícara de café já morno. A manhã tinha começado como tantas outras: cedo demais, com a cabeça ainda pesada de pensamentos que insistiam em atravessar a noite. O sonho com Arthur não a deixara em paz. Não como uma imagem nítida, mas como uma sensação persistente — o calor, o olhar, algo que parecia pedir espaço dentro dela.
Ela respirou fundo antes de pegar o telefone.
Mensagem de Lucas.
“Bom dia, Helena. Espero q