Arthur estacionou o carro na garagem do prédio já no fim da tarde. O dia tinha sido longo demais, mesmo para alguém acostumado a carregar o peso de decisões importantes. Reuniões, números, cobranças, responsabilidades — tudo tinha acontecido como sempre acontecia. Mas, ainda assim, nada parecia no lugar.
Desligou o motor e ficou alguns segundos sentado, as mãos apoiadas no volante, olhando para o nada. O silêncio dentro do carro era quase ensurdecedor. Pensou em Clara. Pensou no que tinha feito