Arthur
Arthur não voltou para o escritório, foi com Miguel para casa. Disse a si mesmo que era por cansaço, por excesso de reuniões acumuladas, por qualquer motivo racional que pudesse servir de escudo. Mas a verdade era outra — uma verdade que ele se recusava a encarar de frente.
O toque.
A forma como a cintura de Helena havia se encaixado perfeitamente em suas mãos. A eletricidade imediata, brutal, atravessando seu corpo como um choque. Aquilo não era normal. Não era desejo simples. Não era cu