Dante está diferente.
Ele saiu do quarto há algum tempo e agora está do lado de fora, caminhando de um lado para o outro, como um animal enjaulado. A brasa do cigarro brilha no escuro toda vez que ele leva o filtro aos lábios, tragando fundo, silencioso, perdido demais nos próprios pensamentos para notar minha presença.
Encosto-me ao batente da porta, cruzando os braços enquanto o observo. A luz fraca do chalé ilumina parcialmente seu rosto, destacando o maxilar travado, os olhos sombrios e a t