A manhã nasceu envolta em brumas. O rio, oculto sob uma leve camada de névoa, parecia dormir — mas seu som, constante e grave, lembrava que o mundo nunca para completamente. O vento soprava do leste, trazendo o cheiro doce da terra úmida e o farfalhar das folhas. Dentro da casa, tudo era quietude.
Isadora acordou com o som distante das águas. Ficou por um tempo imóvel, ouvindo o murmúrio do rio que se confundia com a batida do próprio coração. O corpo já denunciava o peso dos anos — o movimento