GUERRA DE SANGUE
Na Guiana Francesa, o ventilador, que antes chiava, agora emitia um ronco contínuo, quase uma litania mecânica que marcava o tempo num ritmo delicado e persistente.
Clarice se deitou de lado, usando um travesseiro baixo, como sempre fizera desde que decidiu viver de forma discreta — longe dos holofotes, das culpas, e das expectativas de um mundo que sempre exigiu mais dela do que estava disposta a oferecer.
A brisa que entrava pela janela trazia o