Tio Richard pegou o celular com a calma fria de quem estava acostumado a agir em situações de emergência. Eu ainda estava com a boca latejando, o gosto metálico do sangue misturado com a dor do aparelho que tinha rasgado meu lábio por dentro. Ele me fez sentar na poltrona, ajeitou a luz da luminária e disse:
— Fique quietinha, Eve. Isso precisa ser registrado.
Antes mesmo que eu pudesse protestar, ele inclinou meu rosto com delicadeza, clicando uma sequência de fotos. Cada detalhe: a marca verm