Clarence entrou na sala de terapia devagar, quase como se seus passos pedissem desculpa por ocupar aquele espaço. Estava impecavelmente vestida, como sempre: blazer azul-marinho, saia abaixo dos joelhos, cabelos cuidadosamente presos em um coque. Tudo nela gritava disciplina, mas também denunciava ausência de cor, de vida, de espontaneidade.
Adam caminhava logo atrás, com expressão séria, diferente do homem confiante e até arrogante que costumava ser nos corredores da empre