Após o jantar, Clarence ajeitou o guardanapo sobre a mesa e ergueu os olhos para o filho. Havia em seu olhar um brilho de determinação que Adam nunca havia visto antes. Ela não parecia mais a mulher apagada de anos atrás; agora, havia firmeza na postura e dignidade na voz.
— Meu filho… eu só precisava que alguém me desse apoio. E esse alguém foi você. — ela sorriu, emocionada. — Amanhã mesmo, eu quero resolver tudo. Quero minha liberdade reconhecida, não apenas em palavras, mas também no papel.
Adam inclinou-se sobre a mesa, apoiando os braços. — É exatamente isso, mamãe. Amanhã a senhora vai ao escritório e vai falar com o jurídico. Eu estarei ao seu lado para que seja redigido o acordo do divórcio. — fez uma pausa, respirando fundo. — Até mesmo porque metade dessas empresas são suas. O papai reteve tudo para ele, como se fosse dono absoluto. Mas a verdade é que a senhora é acionista.
Clarence arregalou os olhos, surpresa. — Como assim, Adam?