Fico do lado de fora do quarto por alguns segundos depois de sair, encostada na parede fria do hospital, tentando respirar como uma pessoa normal e não como alguém que acabou de conversar com a própria tia fingindo ser outra pessoa. É ridículo, na verdade. Eu sobrevivi a uma tentativa de assassinato, cruzei um oceano, inventei uma nova identidade. Decido que não vou embora. Não hoje.
As horas passam arrastadas, marcadas pelo som constante de monitores, passos apressados no corredor e o che