O corredor do hospital parece mais longo do que deveria, como se cada passo meu estivesse sendo esticado por uma força invisível que insiste em me testar até o limite. Minhas mãos estão frias, mesmo com o aquecimento alto, e eu as esfrego uma na outra, para aquecê-las e fingir que tenho algum controle sobre o que está prestes a acontecer.
A médica para em frente à porta e me lança um olhar neutro, desses que profissionais de saúde aprendem a usar para não se envolverem. Ainda assim, há algo