ã estava fria, o ar na boate carregado com o cheiro de uísque e charuto, resquícios da noite anterior. Eu estava no escritório do segundo andar, onde as paredes escuras e o couro dos móveis absorviam a luz fraca que vinha da única janela, com vista para a cidade, não para o lar que eu protegia tão ferozmente. Minha casa, a mansão, era um santuário, um lugar onde ninguém além de Luca, Emma e meus homens mais confiáveis podia entrar. Meus olhos estavam fixos na tela do celular, onde as câmeras de