A noite chegou devagar, como se respeitasse o silêncio daquela casa que pela primeira vez abrigava a esperança.
O céu da cidade estava limpo, e a lua cheia pairava alta, derramando sua luz sobre a fachada clara da nova casa. Do lado de fora, a brisa morna soprava sobre o jardim bem cuidado, onde pequenas luzes amarelas se acendiam discretamente ao redor das plantas — uma gentileza da governanta, Laura, para “dar boas-vindas à família”.
Dentro da casa, os cômodos já ganhavam vida. A cozinha — am