A sala da pequena casa na Mooca parecia mais apertada com tantas malas espalhadas pelo chão. O sol da tarde escorria pelas janelas de vidro simples, e o calor era abafado, pesado, como se também estivesse se despedindo.
— Mãe, não precisa levar os móveis — disse Isabela, dobrando com cuidado uma blusa dentro de uma das malas. — Lá já tem tudo. E é tudo novinho.
Amélia, sentada no sofá puído, segurava uma almofada nas mãos como se fosse um tesouro.
— Mas filha... essas coisas foram compradas com