A manhã em Al-Qadar começou com uma calmaria estranha demais para ser confiável. O céu estava limpo, a cidade pulsava num ritmo habitual, mas dentro do palácio, o ar carregava o peso de uma respiração suspensa.
Isabela entrou na sala de reuniões com passos calculados, trazendo em mãos o dossiê impresso sobre a rede de corrupção que agora incluía nomes da Câmara Econômica do Golfo. Zayn já estava à mesa, de mangas dobradas, cercado por relatórios e mapas de articulação diplomática.
— Trouxe o relatório final com as ligações entre Salim e Maysar. Temos provas sólidas de lavagem de dinheiro através de empresas registradas em Chipre, Ilhas Virgens e Sudão.
Zayn pegou o documento sem dizer nada. Leu com atenção. Os nomes, os números, as rotas bancárias. Tudo se encaixava. Perfeito demais para parecer apenas coincidência. E devastador o suficiente para desmoronar acordos que sustentavam décadas de relações internacionais.
— Isso vai romper tratados de cooperação econômica com pelo menos qua