Capítulo 118
Zayn e Isabela deixaram a Mesquita Azul, caminhando pelas vielas estreitas que serpenteavam o coração antigo de Al-Qadar. A cidade, viva e pulsante, respirava pelas janelas abertas, pelos vendedores de especiarias, pelos sorrisos que surgiam sem pressa nas esquinas.

Zayn não usava seguranças visíveis. Havia homens discretos nas sombras, sim, mas naquele momento, ele era apenas um homem apaixonado guiando sua amante — sua submissa — pelas raízes de seu reino.

O mercado central era um espetáculo. Tendas coloridas balançavam com a brisa quente, vozes se misturavam em um cântico sem maestro, e o cheiro... o cheiro era um encantamento. Canela, açafrão, cardamomo, flores secas, pães assando na hora, tâmaras caramelizadas, perfumes intensos e doces, carne assando no espeto.

— Misericórdia, por Allah— disse Isabela, os olhos arregalados. — Isso é um atentado aos meus sentidos.

— Isso é Al-Qadar — Zayn respondeu, sorrindo. — O reino onde o céu desce à terra... para seduzir com comida.

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