O céu ainda estava escuro quando Alicia colocou as últimas malas no carro. O táxi esperava em silêncio na porta do prédio, o motorista distraído, mexendo no rádio. A cidade dormia, indiferente à decisão que ela acabava de tomar — abandonar tudo, todos, e desaparecer.
Ela olhou mais uma vez para o prédio onde tantas memórias tinham se acumulado em tão pouco tempo. Um apartamento que mal havia começado a ser um lar, e que agora só guardava os vestígios de um coração em pedaços. Respirou fundo e