Ser Ayla dentro da mansão era diferente de tudo que eu imaginava.
Não porque o lugar tivesse mudado — continuava frio, silencioso, dominado por homens armados e regras não ditas.
Mas porque os olhares mudaram.
Talvez eu tenha gostado disso…
Caminhei pelo corredor principal usando o terno preto perfeitamente ajustado, a camisa branca aberta o suficiente para não negar quem eu era. O chapéu baixo na testa continuava ali, meu escudo. O salto firme ecoava no chão de mármore como um aviso.
Alguns homens pararam de conversar quando passei.
Outros fingiram não olhar — e falharam miseravelmente.
— É estranho — ouvi um sussurro atrás de mim.
— O quê?
— Respeitar… e desejar ao mesmo tempo.
Sorri de canto, sem virar.
Na sala de armas, Lia me esperava sentada sobre a mesa, balançando as pernas.
Inquieta, ela é literalmente nossa princesa!
— Você causou um pequeno colapso emocional coletivo — anunciou.
— Só isso? — perguntei. — Esperava mais. Rimos nos divertindo com tal situação. Finalmente eu me