Acordei com um barulho, o que é bem raro na verdade. Só falta ser algo ruim, mas ninguém morre há uma semana… então pode ser que seja.
A mansão estava estranhamente agitada essa manhã. Coloquei apenas a cabeça para fora do quarto, e ouvi ruídos, ou melhor…cochichos, está com cara de reunião. Adentrei novamente no quarto, preciso me arrumar.
Homens iam e vinham com mais pressa do que o normal, cochichos surgiam nos cantos, e eu percebia olhares curiosos sempre que passava. Não era paranoia — algo estava para acontecer.
Lia entrou no meu quarto sem bater, os olhos brilhando de excitação.
— Ele autorizou — anunciou, quase pulando.
— Autorizou o quê? — perguntei, fechando o botão do terno.
— Um ano, Ayla. Um ano inteiro… e ele finalmente cedeu.
Meu coração falhou uma batida.
Finalmente…deixei uma lágrima escapar, tenho certeza do quanto ela perturbou o irmão para isso acontecer. Lia se tornou mais que uma amiga, é minha irmã! Sorri com a notícia, estava feliz, feliz de verdade!
Pouco dep