A mansão surgiu à nossa frente como um aviso silencioso.
Alta, imponente, fria.
Nada ali acolhia — E tudo observava.
Estacionei o carro devagar. O motor ainda quente parecia pulsar como meu próprio peito. Yuri permaneceu em silêncio, olhando para frente, como se soubesse que aquele retorno não significava alívio. Significava julgamento.
— Daqui pra frente, nada vai ser igual — ele disse por fim, em voz baixa.
— Nunca foi — respondi, desligando o carro.
Descemos.
Dois homens da segurança abriram