A mansão surgiu à nossa frente como um aviso silencioso.
Alta, imponente, fria.
Nada ali acolhia — E tudo observava.
Estacionei o carro devagar. O motor ainda quente parecia pulsar como meu próprio peito. Yuri permaneceu em silêncio, olhando para frente, como se soubesse que aquele retorno não significava alívio. Significava julgamento.
— Daqui pra frente, nada vai ser igual — ele disse por fim, em voz baixa.
— Nunca foi — respondi, desligando o carro.
Descemos.
Dois homens da segurança abriram caminho sem dizer uma palavra. Nenhum olhar de desprezo. Nenhum aviso. Apenas respeito contido.
Isso era novo.
Bem novo por sinal…
Ao entrar na mansão, senti o peso imediato do lugar me pressionar os ombros. O cheiro de madeira antiga, bebida cara e controle absoluto. Otton não estava na sala principal. Isso significava que ele já sabia de tudo.
Mateo apareceu primeiro.
Ele veio rápido demais, o rosto tenso, os olhos negros fixos em mim como se precisasse confirmar que eu estava inteira. Quando