Capítulo 12

A mansão surgiu à nossa frente como um aviso silencioso.

Alta, imponente, fria.

Nada ali acolhia — E tudo observava.

Estacionei o carro devagar. O motor ainda quente parecia pulsar como meu próprio peito. Yuri permaneceu em silêncio, olhando para frente, como se soubesse que aquele retorno não significava alívio. Significava julgamento.

— Daqui pra frente, nada vai ser igual — ele disse por fim, em voz baixa.

— Nunca foi — respondi, desligando o carro.

Descemos.

Dois homens da segurança abriram
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