Capítulo 11

O galpão parecia abandonado há décadas, mas eu sabia reconhecer quando um lugar estava vivo demais para estar vazio.

O silêncio não era natural. Era calculado.

O vento frio atravessava as frestas das paredes de metal enferrujado, fazendo o telhado ranger como se reclamasse da nossa presença. Cada passo ecoava alto demais, denunciando que ali dentro qualquer erro custaria caro.

Segurei a arma com firmeza, mantendo o rosto impassível. Ser o Alex não demonstrava medo. Mas a Ayla gritava por dentro.

Nesse quase um ano, agradeço ao Mateo por me treinar uma vez por semana. Principalmente nos tiro ao alvo.

Yuri caminhava alguns passos à frente, atento, com os ombros tensos. O sorriso provocador tinha sumido. Agora ele parecia… cauteloso. Isso me deixou ainda mais alerta.

— Não gosto disso — ele murmurou, baixo. — Está fácil demais.

— Nada aqui é fácil — respondi, mantendo a voz grave. — Fica atento à esquerda.

Ele me olhou rápido, surpreso por eu estar dando ordens. Porém não questionou.

Ava
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