Miguel leu a mensagem duas vezes antes de entender o peso real do que estava sendo colocado diante dele.
“Acho que precisamos conversar. Sobre a Lia. E sobre o tipo de homem com quem ela está se envolvendo.”
Não havia assinatura.
Mas não era necessária.
Ele ficou alguns segundos olhando para a tela, o maxilar travado, sentindo aquele desconforto específico de quem percebe que foi puxado para um jogo que não escolheu jogar.
Miguel não respondeu de imediato.
Ele não era ingênuo. Sabia reconhecer